Planta do imóvel, fotos de parede com infiltração, contratos e pasta de documentos sobre mesa para perícia judicial

Documentos para perícia judicial de imóvel: lista completa

Lista dos documentos que ajudam o perito e fortalecem sua posição na perícia judicial de um imóvel, separados por tipo de processo.… Leia mais abaixo.

Uma perícia judicial é tão boa quanto as informações que chegam ao perito. Fotos antigas, contratos, plantas e laudos anteriores muitas vezes contam a história que o imóvel, sozinho, já não mostra. Por isso, saber quais documentos para perícia judicial de imóvel reunir — e como organizá-los — faz diferença direta na qualidade da prova técnica e no resultado do processo.

Abaixo está a lista dos documentos mais úteis, separados por tipo de processo, e dicas práticas para entregá-los ao perito e ao seu assistente técnico.

Por que a documentação pesa tanto na perícia

O perito judicial é nomeado pelo juiz para responder a perguntas técnicas (os quesitos) com imparcialidade. Ele vistoria o imóvel, mas a vistoria mostra apenas o estado atual. Para entender quando um problema começou, o que foi contratado e quem fez cada intervenção, ele depende de documentos.

Sem esse histórico, o laudo tende a ficar inconclusivo em pontos importantes: a origem de uma infiltração, a idade de uma fissura, se uma reforma foi feita dentro do projeto ou se um acabamento corresponde ao memorial descritivo. Documentos bem organizados reduzem dúvidas, evitam pedidos de complementação e encurtam o caminho até uma conclusão técnica sólida. Se quiser entender todas as etapas, veja como funciona a perícia judicial de imóveis.

Documentos básicos para qualquer perícia de imóvel

Independentemente do tipo de ação, estes documentos ajudam a identificar o imóvel e a situá-lo no tempo:

  • Matrícula atualizada do Cartório de Registro de Imóveis, com proprietários, averbações e ônus;
  • Carnê ou certidão do IPTU, com área construída e dados cadastrais;
  • Plantas e projetos aprovados (arquitetônico e, se houver, estrutural e de instalações);
  • Habite-se ou certificado de conclusão, quando existir;
  • Contrato de compra e venda, locação ou empreitada ligado à disputa;
  • Comunicações trocadas entre as partes: e-mails, notificações, mensagens e protocolos de reclamação.

Documentos conforme o tipo de processo

Cada tipo de ação pede provas específicas. Reunir o que é relevante para o seu caso evita excesso de papel e foca a atenção do perito no que importa.

Vícios construtivos em imóvel novo

Memorial descritivo e manual do proprietário entregues pela construtora; termo de vistoria e de recebimento das chaves; relatório de vistoria de entrega, se houver; protocolos de chamados de assistência técnica e as respostas recebidas; fotos e vídeos datados desde o aparecimento do defeito. Para entender esse tipo de ação, veja a página sobre perícia de vícios construtivos.

Obra ou reforma mal executada

Contrato com a empresa ou o empreiteiro, orçamento e escopo aprovados; cronograma; ARTs ou RRTs da obra; notas fiscais de materiais e serviços; comprovantes de pagamento; diário de obra, se existir; fotos do andamento e do resultado final.

Locação (entrada e saída do inquilino)

Laudo ou relatório de vistoria de entrada com fotos; vistoria de saída; contrato de locação com as cláusulas de conservação; recibos de reparos feitos durante a locação; registros de pedidos de manutenção ao proprietário ou à imobiliária.

Danos causados por obra vizinha

Laudo cautelar de vizinhança feito antes da obra, se houver; fotos do imóvel antes do início dos serviços; datas de início das etapas da obra vizinha (demolição, fundação, estrutura); notificações enviadas ao responsável e eventuais respostas.

Condomínio e áreas comuns

Atas de assembleia que trataram do problema; convenção e regimento interno; laudos de inspeção predial; contratos e relatórios de manutenção; plano de manutenção; registros de reclamações de moradores.

Avaliação de imóvel (partilha, inventário, divórcio)

Matrícula, IPTU e plantas; descrição de reformas e benfeitorias com notas fiscais; fotos atuais; anúncios ou informações de imóveis semelhantes na região, quando disponíveis.

Como organizar e entregar os documentos

  1. Separe por assunto e em ordem cronológica. Uma pasta para documentos do imóvel, outra para contratos e outra para fotos e comunicações facilita a leitura.
  2. Garanta a data das fotos e vídeos. Mantenha os arquivos originais (com data e hora) e, se possível, faça um índice indicando o local de cada registro.
  3. Prefira cópias legíveis e completas. Plantas cortadas ou contratos sem anexos geram dúvidas e novos pedidos.
  4. Entregue pelos canais do processo. Documentos devem chegar ao perito por meio do advogado, nos autos ou conforme orientação do juízo, para que a outra parte também tenha acesso.
  5. Leve cópias no dia da vistoria. Ter plantas e fotos em mãos ajuda a mostrar ao perito onde o problema começou.

Erros que enfraquecem a prova documental

  • Apresentar fotos sem data ou sem indicação do local;
  • Fazer reparos definitivos antes da perícia sem registrar o estado anterior (quando o reparo é urgente, documente tudo antes e informe o advogado);
  • Entregar documentos incompletos ou sem relação com os quesitos;
  • Guardar informações importantes para “depois”: o momento certo é antes ou durante a perícia.

Um assistente técnico de engenharia ajuda a escolher o que é relevante, a relacionar cada documento aos quesitos e a conferir se o laudo considerou essas provas. Veja também o que deve conter um laudo pericial de engenharia.

Perguntas frequentes

Preciso entregar os documentos antes da vistoria do perito?

O ideal é que os documentos principais já estejam no processo antes da vistoria, entregues por meio do advogado. Assim o perito chega ao imóvel sabendo o que procurar.

Fotos de celular servem como prova na perícia?

Sim, desde que mostrem com clareza o problema e o local. Mantenha os arquivos originais, com data e hora, e evite editar as imagens.

E se eu não tiver as plantas do imóvel?

É possível pedir cópia dos projetos aprovados na prefeitura ou à construtora. Na falta deles, o perito pode fazer levantamentos no local, mas isso pode exigir mais tempo.

Quem deve reunir os documentos?

Quem tem acesso a eles: o proprietário, o síndico, a administradora ou a imobiliária, sempre com orientação do advogado e, se houver, do assistente técnico.

A Riso Engenharia atua como assistente técnico em perícias de imóveis em Santos, na Baixada Santista e em São Paulo, ajudando a organizar a prova técnica e a acompanhar a vistoria do perito. Conheça nossa assessoria em perícia ou entre em contato para falar sobre o seu caso.

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Laudo de Acessibilidade

Hoje em dia a acessibilidade está presente em tudo, desde ruas, estádios, lojas, hospitais, escolas, etc, afim de trazer um maior conforto e mobilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Há várias leis e decretos de acessibilidade para serem analisados e cumpridos em uma edificação existente ou antes que ela seja construída. O laudo de acessibilidade vem para auxiliar, embasar e comprovar o cumprimento das normas vigentes. Entenda melhor o Laudo de Acessibilidade Acessibilidade deve atender, como parâmetros mínimos, às disposições previstas na legislação federal, em especial o Decreto no 5.296/2004 e a norma ABNT NBR 9050. O profissional deverá considerar, no momento da vistoria, a existência de leis das outras duas esferas legais (estadual e municipal), adotando o critério mais restritivo que encontrar. O laudo de acessibilidade deve ser feito por profissional habilitado, com registro no conselho de classe, e nele deve constar a data e hora da

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25 de abril de 2019
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