O descolamento de pastilhas em fachadas é uma das patologias mais comuns em edifícios comerciais e residenciais. Começa com algumas peças soltas ou um som oco ao bater no revestimento e pode terminar com placas inteiras caindo sobre calçadas, entradas e vagas de garagem. Além do risco a pessoas, o problema gera custos altos de reparo e responsabilidade para o proprietário ou o condomínio.
Neste artigo explicamos por que as pastilhas se soltam, como identificar o problema cedo, o que fazer quando ele já apareceu e como prevenir.
Por que as pastilhas se soltam da fachada
A fachada é a parte do edifício mais exposta a sol, chuva, vento e variações de temperatura. O revestimento cerâmico, a argamassa e a estrutura dilatam e contraem de forma diferente, e essas tensões se acumulam ao longo dos anos. Quando o sistema não foi bem projetado ou executado, a aderência se perde.
Falhas de projeto e especificação
- Ausência ou mau posicionamento de juntas de movimentação, que deveriam absorver as deformações da fachada.
- Argamassa colante inadequada para uso externo ou para o tipo de peça.
- Falta de detalhes de proteção, como pingadeiras e rufos, que deixam a água escorrer pelo revestimento.
Problemas de execução
- Argamassa aplicada fora do tempo em aberto, quando já perdeu a capacidade de colar.
- Falta de pressão ou de batida nas peças durante o assentamento, deixando vazios atrás das placas.
- Base (emboço) sem preparo adequado, com poeira, baixa resistência ou sem a cura necessária.
- Rejunte falho, que permite a entrada de água por trás do revestimento.
Ação do tempo e do ambiente
Ciclos de calor e frio, chuva dirigida e, no litoral, a maresia aceleram a degradação de rejuntes e argamassas. Fachadas voltadas para o poente, que recebem sol forte no fim da tarde, costumam apresentar os primeiros sinais. A falta de manutenção periódica completa o quadro.
Sinais de alerta e como inspecionar
- Som cavo ao bater levemente no revestimento: indica que a peça já perdeu aderência, mesmo sem ter caído.
- Pastilhas estufadas, desalinhadas ou com rejunte trincado.
- Manchas de umidade, eflorescências (manchas brancas) e fissuras no revestimento.
- Peças ou fragmentos encontrados no chão, marquises e varandas.
A inspeção técnica normalmente combina o teste de percussão, feito com martelo de borracha a partir de balancins ou acesso por corda, com análise visual detalhada. A termografia pode ajudar a localizar áreas com vazios ou umidade, e ensaios de arrancamento medem a aderência do revestimento. O resultado é um mapeamento da fachada com as áreas comprometidas.
Esse diagnóstico costuma fazer parte do laudo técnico de inspeção predial, que avalia o estado geral do edifício e define prioridades de manutenção.
O que fazer quando o problema já apareceu
- Isolar a área de risco abaixo da fachada, com tela de proteção ou bandeja, até a correção.
- Contratar um diagnóstico técnico para mapear a extensão do problema e identificar a causa.
- Remover as peças soltas e as áreas com som cavo antes que caiam.
- Corrigir a causa: refazer juntas de movimentação, tratar a base, melhorar a drenagem da fachada.
- Recompor o revestimento com argamassa e técnica adequadas ao uso externo, seguindo a ABNT NBR 13755, que trata de revestimentos cerâmicos de fachada.
Quando a área afetada é grande, pode ser mais seguro e econômico substituir todo o revestimento de um pano de fachada do que fazer remendos sucessivos. A decisão deve ser técnica, baseada no mapeamento. Se houver dúvidas sobre a segurança do conjunto, um laudo de estabilidade de fachada ajuda a definir a urgência das intervenções.
Como prevenir o descolamento de pastilhas
- Projeto de revestimento com juntas, detalhes de proteção e especificação de materiais para fachada.
- Execução fiscalizada, com controle de base, argamassa, dupla colagem quando indicada e rejuntamento correto.
- Manutenção periódica, conforme a ABNT NBR 5674 e o manual de uso do edifício: limpeza, revisão de rejuntes e selantes e testes de percussão por amostragem.
- Inspeções regulares, para detectar o problema enquanto ainda é localizado.
Em cidades litorâneas o cuidado precisa ser maior. Veja também o artigo sobre descolamento de revestimento em fachadas em Santos.
Riscos de adiar a correção
Uma pastilha que cai de um andar alto pode ferir gravemente quem passa embaixo. O proprietário ou o condomínio responde pelos danos causados por partes do edifício que se desprendem, além de enfrentar notificações e possível interdição de áreas. Do ponto de vista financeiro, cada ano de atraso costuma aumentar a área comprometida e, com ela, o custo do reparo.
Perguntas frequentes
Dá para colar de novo só as pastilhas que caíram?
Pode ser possível em casos pontuais, mas só depois de verificar se as peças ao redor também estão soltas. Remendos sem diagnóstico tendem a falhar de novo.
De quanto em quanto tempo a fachada deve ser inspecionada?
A periodicidade depende da idade do edifício, do tipo de revestimento e do plano de manutenção previsto no manual de uso. Edifícios antigos ou que já apresentaram descolamento precisam de inspeções mais frequentes.
Quem pode fazer o diagnóstico?
Um engenheiro civil ou arquiteto habilitado, com emissão de ART ou RRT pelo serviço.
Fale com a Riso Engenharia
A Riso Engenharia faz inspeção, diagnóstico e reforma de fachadas em São Paulo e na Baixada Santista. Se o seu prédio tem pastilhas soltas ou som cavo no revestimento, chame a nossa equipe no WhatsApp (11) 98533-3939 ou escreva pela página de contato.